traplev
sobre
sem título (aproveitar o capitalismo...)
neutralidades
sem título (ambiente 1)
válido para
novoprotesto
formulários e modos opcionais sala 1
die ausdehnung - a extensão como efeito
frases sampler
planejamento portátil
formulário 1
G R █ V E
equivalência absurda - sala 3
conceitos em geral (notas para)
planificar a economia geral
sem título (tanques)
endose una crítica
sem título (expedição/ação el basilisco)
paisagem²
5 idéias
a dívida não está paga!
contato
tempos de / espaços para
sem título (inverter a ordem)
textos
recibo
r70 - instalação
ação fotográfica de carnaval
Novidades
desenvolvido por biarritzzz 2016
bom negócio e situação
auto-reflexíveis
kapital + mimeógrafo =
residência "casa comum"
alfabeto flúor
retratos com e sem propina
novasbandeiras entre almofadas pedagógicas
sistemas de estruturas
abril/julho 2018
MitoMotim é um poema de verso único, trivial em antologias de palíndromos. É palavra gráfica e desenho literário. Como jogo de vice-versa, deve ser lido de frente para trás e de trás para frente. É mito de motim, motim de mito. Refere-se a quimeras tanto quanto à insubordinação. Propõe a fabulação de mundos e, lado a lado, a insurgência coletiva e desorganizada, espontânea e ruidosa, que se amotina com a pedra que tem à mão – seja ela poética ou política. MitoMotim espelha um tempo futuro embotado de passado, como se a história não escapasse de sucessivos retornos. Nesse lance de reflexos, pode ser tanto a ação quanto a impossibilidade da ação. A hipótese mágica ou o gesto pragmático. No Brasil de hoje, é invocado pela urgência das transformações.

Como exposição, Mitomotim reúne obras do Acervo Histórico Videobrasil em diálogo com trabalhos de artistas convidados. Da vasta coleção de filme e vídeo experimental, constituída desde 1983 por esta instituição, destacaram-se produções que contestam alguns dos fundamentos de nossa identidade como “povo brasileiro”, em consonância com o presente. Entre os trabalhos aqui apresentados há programas de televisão do final dos anos 80 e início dos 90, produzidos de forma independente e provocativa, que se situavam como discurso crítico aos meios de comunicação de massa. Contra a visada hegemônica, interessavam-se pelas imagens marginais, pelos sujeitos não representados, abrindo os microfones e posicionando a câmera fora dos quadros oficiais, em busca da revolução possível. Junto ao material televisivo, obras contemporâneas seguem tratando do entorno social anacrônico a despeito das décadas corridas. A produção de imagens, tão mais abundante revela, no entanto, novas e velhas fraturas. Por entre barreiras e interdições, promessas de vingança e planos de sabotagem, a obsolescência de nosso projeto de país é questionada.

No motim dos mitos, as obras encontram, do outro lado da barricada, uma nação com qualidades autoindulgentes e narrativas farsescas: a descoberta da Terra Brasilis, a natureza inesgotável, a resiliência alegre, o homem cordial, a democracia racial, o país do futuro. Há de se perguntar como reinventar este lugar que ainda se deixa ludibriar por pontes de ordem e progresso. Na mão dupla dos sentidos, os mitos de motim acionam uma memória de levantes que está investida de transgressão e inconformismo. Nesse contexto, questionam sobre as formas de se insurgir e a potência de criação de outras existências. Os mitos de motim desafiam a arte, tão precária quanto potente, em seu desejo de revolver a realidade.

Júlia Rebouças

MitoMotim
Curadoria: Júlia Rebouças
de 13 de abril a 28 de julho
de terça a sábado | das 12h às 18h
Videobrasil
Av. Imperatriz Leopoldina, 1150
São Paulo
vistas gerais da exposição MITOMOTIM, com as obras de Traplev, abril, 2018. fotografias: Pedro Napolitano Prata
almofadas pedagógicas - progr. de re-alfabetização política
O artista começou essa série em 2016 pós ruptura institucional no Brasil registrando alguns retratos e manchetes da situação política que o país se colocou.

Desde então vêm produzindo as intervenções na sequência dos fatos.

As imagens se colocam com diversas possibilidades de formatos para acabamentos distintos, desde papel de parede, até em metacrilato, gifs e outras linguagens.
Série "crise de representação" pós golpe de 2016 (em processo).
Como desdobramento da pesquisa para o projeto curatorial de Ana Pato, "Meta-Arquivo 1964-1985 Espaço de escuta e leitura de histórias da ditadura no Brasil", a ser realizado de agosto à novembro de 2019 no Sesc Belenzinho em São Paulo, Traplev apresentará parte do processo do seu trabalho, no qual vem redescobrindo arquivos, dossiês, publicações, referências conceituais e políticas das organizações clandestinas do Brasil de 1960 à 1970.

O que é, quem foram, e o que fizeram as chamadas "Organizações Clandestinas de esquerda" no Brasil que foram obrigadas a atuar na clandestinidade após o golpe militar de 1964, praticamente dizimadas e ainda silenciadas no processo de "re-democratização" e na incompleta justiça de transição no país pós 1985.

VAR PALMARES, VPR, ALN, MR-8, MRT, POLOP, M3G, DI, COLINA, AP, PCB, são apenas algumas das mais de duas dezenas de organizações que lutaram contra a ditadura no Brasil.

Estas e outras subjetividades serão apresentadas como forma de re-inserir um processo de re-imaginação política e clandestina para a História do Brasil.

produção em processo