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Traplev (Caçador, SC, Brasil, 1977), vive e trabalha em Recife, PE.
Traplev tem realizado uma série de projetos que buscam registrar o momento histórico brasileiro, a partir de material jornalístico e notícias compartilhadas em redes sociais. Por meio de narrativas forjadas na disputa semântica, ele discute as consequências de acontecimentos políticos, como o processo jurídico que resultou no impedimento da presidenta Dilma Roussef em 2016. Com interferências gráficas e o deslocamento das imagens coletadas no espaço virtual para outras materialidades, sublinha as estratégias empregadas pela grande mídia e seus replicadores, tentando formular uma outra narrativa linguística e estética dos acontecimentos políticos.

Júlia Rebouças, 2018.

(English version)
Traplev has produced a series of projects that seek to record Brazilian historical moments based on journalistic material and news shared in social networking sites. Through narratives forged in semantic disputes, the artist discusses the consequences of political events such as the legal process leading to the impeachment of President Dilma Rousseff in 2016. With graphic interference and the displacement of images gathered in the virtual space to other materialities, he underscores the strategies employed by the mainstream media and its replicators, attempting to develop an alternative linguistic and aesthetic narrative of political events.

Currículo Resumido:

Traplev é bacharel (1999\2003) e mestre (2005\2007) em artes visuais pelo Centro de Artes da Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC, Florianópolis. Coordenou ações de Traplev Orçamentos de 2005 a 2015 com a qual organizou seminários, workshops, curadorias, exposições e projetos colaborativos. De 2002 a 2015 (13 anos) editou a publicação "recibo", da qual foi editor-criador responsável por 18 números com cerca de 75 mil exemplares distribuídos gratuitamente.

Entre algumas de suas exposições individuais estão:
2019: Como ativar os estilhaços da história pela linguagem, curadoria Germano Dushá, Galeria Periscópio, Belo Horizonte, BH; 2017: novasbandeiras entre almofadas pedagógicas, Sé galeria, SP; Sistemas de Estruturas e Elementos de Fachada, sala 5, Galeria Fayga Ostrower, Funarte Brasília; 2015 equivalência absurda - sala 3, Sé Galeria; ambiente sem título 2, Galeria do Centro Cultural do Sistema FIEP-SESI, Curitiba, PR; 2011: validades e frustrações sala 5 - Prêmio Marcantonio Vilaça de Artes Plásticas – Funarte, Museu de Arte de Santa Catarina (MASC); Florianópois/SC; 2009: Die Alsdehnung als Effekt (A Extensão como Efeito) Montgomery, Berlim; 2005: Novos Laboratórios, Museu de Arte Contemporânea de Goías, Goiânia.

Entre algumas das últimas coletivas:
2020: Educação Pela Pedra, curadoria Moacir dos Anjos, Museu Paranaense, Curitiba, PR; 2019: Meta-Arquivo, espaço de escuta e leitura de histórias da ditadura, curadoria Ana Pato, Sesc Belenzinho, Sâo Paulo; Onte, Hoje, Agora, Solar dos Abacaxis, curadoria Catarina Duncan, Rio de Janeiro; 2018: Arte Democracia e Utopia, curadoria de Moacir dos Anjos, Museu de Arte do Rio, RJ, MITOMOTIM, curadoria de Júlia Rebouças, Galpão Videobrasil, São Paulo, 2017: 'How to Remain Silent?' at the A4 Arts Foundation, Curadora Juliana Caffé, Cape Town South Africa; Bandeiras da Revolução: Pernambuco 1887-2017, Curadoria Moacir dos Anjos, Fundaj, Recife, PE; Trienal Frestas de Arte Contemporânea em Sorocaba, SP, Curadoria Daniela Labra e Fabio Tremonte, O terceiro mundo pede benção e vai dormir, Curadoria Victor Gorgulho, Despina, RJ e Fundação Iberê Camargo Porto Alegre, RS; 2016: Terra Falsa, curadoria de Fernando Ticoulat, SP; O que vem com a aurora, curadoria Bernardo Mosqueira, Galeria Casa Triângulo, SP; Somos mais de mil, curadoria Marta Mestre, Parque Lage, Rio de Janeiro; Depois do Futuro, curadoria Daniela Labra, Parque Lage, Rio de Janeiro, Esforço-Desempenho, curadoria de Germano Dushá - Galeria Athena Contemporânea, Rio de Janeiro; 2014: Estado de Suspensão, curadoria Fernando Ticoulat e Germano Dushá, Coletor, São Paulo; 2015: do avesso, do avesso, do avesso, do avesso, curadoria de Maria Montero, Sé Galeria, São Paulo; 2014: Estado de Suspensão, Curadoria: Fernando Ticoulat e Germano Dushá, Coletor, São Paulo, SP; Valsas, Curadoria Ana Maria Maia, Galeria Amparo 60, Recife, PE; Viva Maria, Curadoria Maria Monteiro, Galeria Luciana Brito, São Paulo, SP; 2013: Salão de Arte de Natal, RN; Campo Neutral, curadoria Felipe Prando, Museu da Gravura Cidade de Curitiba, PR; 2012: Agencia de assuntos sub-tropicales, curadoria Teresa Riccardi, Espacio de Arte Contemporaneo (EAC), Montevideo, Uruguay; 2010: À sombra do futuro - Instituto Cervantes de São Paulo, curadoria de Luiza Proença, Roberto Winter e Deyson Gilbert.
Traplev na instalação "a extensão como efeito", Montgomery, Berlim, 2009.
Traplev na frente de sua instalação de parede na exposição MITOMOTIM, Videobrasil, 2018,
foto: Pedro Napolitano Prata
Programas de Residência: 2016: Casa Comum, Rio de Janeiro, 2009: Lugar a Dudas, Cali, Colômbia; 2007/2008: Montgomery, Berlim, Alemanha; 2006: El Basilisco en Avellaneda Buenos Aires, Argentina e 2002: Faxinal das Artes em Faxinal do Céu no Paraná, Brasil.

Entre alguns dos prêmios recebidos estão: 2015: Prêmio Arte Contemporânea Funarte, Galeria Fayga Ostrower, Brasília, DF; 2014 programa laboratório curatorial da SP-Arte com Adriano Pedrosa onde desenvolveu o projeto GR█VE; 2013-2015: FUNCULTURA de Pernambuco para produzir seis novos números de recibos; 2012-2013: Conexão de Artes Visuais – Funarte\MinC\Petrobras com o projeto Recibo 10 anos, no qual produz o recibo █; em 2012: 48º Salão de Pernambuco de Artes Plásticas em Recife; em 2011: Rede Nacional de Artes Visuais da Funarte para realizar no ano de 2012 em Belém do Pará o projeto Encontro Impresso (espaço 5) ciclo de discussão organizado em colaboração com outros artistas e como desdobramento do projeto produziu uma edição especial: recibo jambu 15.

Desde 2017 o artista vem desenvolvendo a pesquisa das Almofadas Pedagógicas, no qual reúne uma espécie de índice de movimentos, fatos e personagens de luta por justiça no Brasil, onde Traplev ministra uma oficina teórica para compartilhar essa linha histórica e em permanente atualização.